vejo-te, e por vezes penso, com uma certa nostalgia, de como eramos, e como nunca mais seremos. queria-te pedir; não, exigir o pedacinho do meu coração que tens ainda contigo. desculpa, sejamos honestas; o enorme pedaço. oh, como eu ainda gosto de ti, com todas as forças que as minhas células conseguem ter, com o medo adequado, com o receio, e com a dor que vem quando pronuncio o teu nome. como eu queria agarrar-te, o teu cheiro a rodear-me, olhar-te nos olhos que mostram uma infinidade de tons e dar-te um daqueles sorrisos que vêem cá de dentro. mas a verdade tem outras cores, a vida canta noutros tons e eu tenho apenas de engolir e sorrir. és a minha pequenina, e eu queria conseguir-te dizer o quão quero fazer dos teus monstros meus e livrar-te desse peso, o quão quero mostrar-te o que é ser amada, quando te falharam nisso, mas tu foges disso a sete pés, e eu não posso fazer mais nada a não ser sentir aquele aperto no meu coração, e senti-lo quebrar-se, um pouco mais, todos os dias. queria que fosses corajosa, sabes? porque eu agora estou a ter a coragem de decidir que caminho vou seguir. e se calhar o meu caminho cruza-se no teu.
chie went home.
viajo num constante desiquilíbrio entre a realidade e a fantasia, entre o que o meu coração pede e o meu cérebro exige. como são tristes e tortuosas estas batalhas, como são longos e escuros estes caminhos, e quando são feitos sozinhos, apenas com uma alma determinada e um pouco de coragem, combinada com uns travos de loucura, tornam-se algo assustadores. não gosto do escuro, simplesmente pela sua maravilhosa capacidade de me fazer criar imagens que vêem da minha própria fantasia, e de uma maneira estranha, materializa-as para a realidade. oh, meus doces, como eu sou uma alma que vagueia por caminhos que deveria não escolher. mais uma alma, há procura.
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